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O Prof. Marcus Vinicius Rodrigues, toma posse como Membro Vitalício da Academia Brasileira de Ciência da Administração.


 

O Diploma de Acadêmico

 

Um Importante Cumprimento


 

O Prof. Marcus recebeu centenas de cumprimentos de alunos, clientes, amigos e autoridades governamentais. Mas um lhe fez muito feliz, por sua admiração, respeito e pelo que o autor do citado cumprimento representa o hoje para o Brasil.

 

Caro Professor Marcus Vinicius Rodrigues,

 

No momento em que toma posse como Membro Efetivo e Vitalício da Academia Brasileira de Administração, é com satisfação e alegria que transmito meus cumprimentos pela honrosa distinção.

Conhecedor de sua competência e admirador de sua devoção em prol do bem do nosso querido País, externo meu reconhecimento pela feliz escolha da Academia, augurando-lhe um período de realizações plenas e significativas como integrante dessa respeitada organização.

Que seu conhecimento permaneça sendo utilizado para o engrandecimento e para o progresso do Brasil.

 

Cordialmente,

 

General de Exército Eduardo Dias da Costa Villa Bôas

 

 

 

O Discurso de Posse

Rio de Janeiro, 31 de outubro de 2019

Pedindo licença à mesa, para quebra de protocolo, SAÚDO inicialmente minha filha GABRIELA e minha esposa TELMA aqui presentes. Agradeço pelo constante incentivo de vocês. Agradeço também, por aguentarem diariamente minhas chatices.

CUMPRIMENTO o Presidente da Academia Brasileira de Ciência da Administração o Prof. PAULO ROBERTO MOTTA e em sua pessoa os DEMAIS componentes da MESA.

SAÚDO os acadêmicos ANTONIO FREITAS, BIANOR CAVALCANTE e FREDERICO LUSTOSA que apresentaram meu nome como candidato à Academia. Agradeço por essa iniciativa.

CUMPRIMENTO aos demais membros da Academia Brasileira de Ciência da Administração.

SAÚDO aos demais presentes nessa solenidade. Agradeço a presença de todos.

SENHORAS e SENHORES,

É com imensa satisfação que tomo posse como membro da ACADEMIA BRASILEIRA DE CIENCIAS DA ADMINISTRAÇÃO na Cadeira de Número 42, cujo Patrono é Max WEBER.

“O HOMEM NÃO TERIA ALCANÇADO O POSSÍVEL,

SE REPETIDAS VEZES, NÃO TIVESSE TENTADO O IMPOSSÍVEL”

Esse posicionamento de Weber tem pautado minha vida profissional.

Quando foi convidado a me candidatar para Academia e principalmente após minha eleição, me questionei:

§ QUAL SERÁ A MINHA MISSÃO COMO ACADÊMICO?

§ QUAL SERÁ O POSSÍVEL QUE EU POSSO ALCANÇAR?

A resposta ao PRIMEIRO QUESTIONAMENTO foi simples e teve como base minha vida profissional.

Ainda como aluno da Escola de Engenharia da UFC, já gerenciava instituições de ensino, destinadas para preparação ao Vestibular. Ainda muito jovem assumi a Gerência de Operações dos Correios no Ceará. Tive sucesso em tais empreendimentos. Mas tinha como suporte para esses gerenciamentos somente o Conhecimento Empírico e Tácito.

Tive necessidade de buscar o Conhecimento Científico. Fiz um Mestrado em Administração e depois um Doutorado em Engenharia da Produção. Consegui criar para minha vida profissional, uma PONTE entre o mundo das práticas administrativas e o mundo do conhecimento científico.

Posso agora responder ao PRIMEIRO QUESTIONAMENTO que fiz anteriormente: minha missão como Acadêmico será a de buscar meios para minimizar a distância na administração entre o mundo das práticas e o mundo do conhecimento científico.

De um lado temos professores e cientistas da administração, produzindo sofisticadas teses ou artigos, alguns dissociados da realidade das organizações brasileiras, outros que não possuem a finalidade principal de serem lidos ou aplicados, e sim, apenas a de obter pontuações curriculares para seus autores.

Do outro lado, temos os gestores buscando em manuais ou apostilas, “receitas de bolo” para aplicações imediatas em suas organizações, sem análises ou questionamentos, e longe de teorias consolidadas e testadas, que infelizmente, não foram devidamente contextualizadas, pelos estudiosos em administração.

As contribuições e ensinamentos de Frederick TAYLOR, Henri FAYOL, Henry FORD e Alfred SLOAN, apresentados no início do Século passado tiveram como suporte as práticas.

Somente décadas depois é que essas passaram a conviver com as Ciências Sociais e as Ciências Exatas:

§ Quando a MEDIÇÃO e as ANÁLISES ESTATÍSTICAS passaram a ser entendidas como imperiosas, para o atingimento de bons resultados dos processos organizacionais;

§ Quando os estudos sobre a importância da COESÃO SOCIAL de Émile DURKHEIM, passam a ser considerados para a busca da eficácia dos grupos e equipes organizacionais;

§ Quando as RELAÇÕES ENTRE O TRABALHO E O CAPITAL consideradas e estudadas inicialmente por Karl MARX, passam a fazer parte das preocupações dos gestores organizacionais; e

§ Quando os conceitos de PODER E RACIONALIDADE de Max WERBER passam a servir de base para as analises organizacionais.

Foi, assim, criada uma PONTE entre o mundo das práticas administrativas, de então, e o mundo do conhecimento científico.

Após a convulsão social dos anos de 1960, da crise energética do início dos anos de 1970, e da influência dos modelos de gestão do Japão, as organizações produtivas do ocidente, precisaram ser reinventadas. É novamente o mercado, através das práticas adotadas na Xerox, na Ford, na Motorola e na GE, que sugere novos caminhos.

No momento seguinte, os laços com o conhecimento formal, na busca de novas PONTES, são estabelecidos para entendimento e análise das organizações. As contribuições de Thomas KUHN, para estabelecer as categorias de analises dos novos PARADIGMAS e de Jürgen HABERMAS, com suas TEORIAS DO AGIR E DA RACIONALIDADE COMUNICATIVA, foram bem vindas.

Passamos pela era da automação como um raio, e sem pedir licença, entramos na quarta fase da Revolução Industrial: a ERA DA SUSTENTABILIDADE E CONECTIVIDADE, em um mundo globalizado.

Novas práticas surgem. Hoje, aplicações e procedimentos organizacionais nunca imaginados, passam a fazer parte do dia a dia das organizações. Conceitos como os de Big Data, Automação Inteligente, Biologia Sintética, Inteligência Artificial, Manufatura Aditiva e Internet das Coisas, passam a ter as organizações como suas moradias.  

Volto ao início de minha fala, quando citei Max WEBER e buscando agora responder ao meu SEGUNDO QUESTIONAMENTO.

Para adaptarmos os modelos de gestão a esse novo contexto e buscarmos novas PONTES, “QUAL SERÁ O POSSÍVEL QUE EU POSSO ALCANÇAR?” Hoje não ousaria responder. Mas precisamos tentar o impossível, para quem sabe, assim atingirmos o mínimo possível.

Essa será minha ousada, difícil, mas possível missão como Membro da Academia Brasileira de Ciência da Administração. Convido os outros acadêmicos para essa caminhada.

MUITO OBRIGADO.

 

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